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JÚLIO CÉSAR - Não crucifiquemos Júlio César por demasiada ingenuidade no lance do 1º golo e por excessiva hesitação no 2º, permitindo ao adversário o drible e consequente concretização! É mais que notória a falta de rodagem (confiança) para estes grandes duelos europeus, no entanto, e ainda aludindo o lance do 1º golo, não me restam dúvidas que o mesmo afinal é mesmo ilegal! Existe fora de jogo posicional de Kuyt, prontamente assinalado pelo árbitro auxiliar, embora continue a dizer que ele podia ter feito bem melhor…
JORGE JESUS - Não crucifiquemos também Jorge Jesus por ter inventado.
Ajesualdou-se o bacano… aquela defesa totalmente transfigurada, deixava à nascença uma interrogação de desconfiança… correu mal… como podia ter corrido bem… no entanto, inventar por inventar, para mim, Luisão nem sequer tinha jogado… teve uma prestação em esforço durante quase toda a partida… não sei até que ponto essa situação dificultará a sua recuperação a 100% para o próximo jogo…
CANSAÇO - O malfadado cansaço, antecipadamente anunciado por JJ, foi demasiado evidente! Isso e o total desacerto no compito geral, fizeram com que o Liverpool, que jogou no aproveitamento do nosso erro, ultrapassasse o obstáculo Benfica, que hoje, de obstáculo não teve nada…
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Sinceramente, depois de termos conseguido aguentar a pressão dos primeiros 25 minutos da partida, reforcei as minhas expectativas de que o êxito iria ser possível… mas depois apareceu aquele golo esquisito que primeiramente não fora validado pelo árbitro auxiliar que foi peremptório ao

levantar a
bandeirola por pretenso off-side de Kuyt, destacando-se logo de seguida o 4º árbitro que, pressionado por Benitez e por outro elemento do Liverpool, parece ter informado o árbitro principal da partida de que não tinha existido nenhuma ilegalidade, pelo que este valida o golo, assim como despenaliza um amarelo que entretanto tinha exibido a um jogador do Liverpool por palavras. Penso que todo o burburinho gerado no terreno de jogo, deveu-se ao facto de todos ficarem com a ideia que o árbitro auxiliar tinha anulado a jogada por pretensa obstrução de Kuyt a Júlio César, no entanto, depois de ver a repetição do lançe, penso que o que ele assinalou foi o off-side de Kuyt e não a obstrução... Não tenho a mínima dúvida que neste lance, o factor casa teve um peso gigantesco na decisão tomada pelo responsável máximo da equipa de arbitragem, mas não vamos por aí…

Ainda esmiuçando o lance, vai-se dizendo por aí que nos cantos não há lugar à marcação de foras de jogo, no entanto, neste lance, esse teorema não se aplica, porque a bola não segue directa para Kuyt, que antes de a receber, o último jogador da linha defensiva do Benfica tem oportunidade de subir, colocando este em posição ilegal.
Se não foi por aqui que o Benfica perdeu o jogo, poder-se-à dizer que ajudou e muito ao cenário de desacerto que a seguir se verificou.
7 minutos volvidos e o Liverpool volta a marcar! Perda de bola no ataque, contra ataque rápido dos
reds e novamente Júlio César a comprometer com nova mostra de insegurança. Hesitante na saída, permite o drible a Lucas que encosta para o golo.
Se estar a perder por um nos obrigava a marcar para desempatar, estar a perder por dois era… quase igual.

Um golo já não nos dava vantagem na eliminatória, apenas nos prolongava para o
sofrimento, mas seria melhor que nada. E Sidnei bem se pode lamentar pelo infortúnio pois teve-o nos pés minutos antes do jogo ir para intervalo, mas nem ele nem Óscar Cardozo, que viu a bola passar-lhe por baixo das pernas depois do ressalto do remate do colega, tiveram a felicidade de concretizar. Parece que a estrelinha da sorte nos tinha abandonado.
Veio a segunda parte e com ela renasceu a esperança de vermos o Benfica encurtar o resultado. Puro engano! 12 minutos após o reatamento da partida, num canto a nosso favor, nova perda de bola no ataque, contra ataque rápido do Liverpool, 1, 2, 3 toques, tudo muito simples e eficaz, com Kuyt a assistir Torres, fazendo da defesa do Benfica gato-sapato. Estava consumado o 3º.
Posto isto, e sempre na expectativa de que um golo do Benfica poderia dar azo a uma reviravolta na eliminatória (à semelhança do sucedido no dia anterior em Old Trafford), não deixava no entanto de me sentir angustiado, já que os números começavam a rondar valores que deixavam no ar a sensação de goleada e isso era tudo aquilo que menos queríamos.
A 20 minutos do fim, Óscar Cardozo marca!

As esperanças renasciam e o Benfica estava a um golo de continuar o seu périplo europeu, périplo esse que bem poderia ser realidade neste momento, não fosse a estrelinha da sorte ter-nos abandonado novamente em tão importante momento – apenas tinham passado 5 minutos desde a obtenção do tento encarnado e novo livre quase no mesmo sítio solicitava a Cardozo igual finalização. E teria sido, não fosse a bola ter esbarrado na cabeça de um jogador do Liverpool e passado ao lado da baliza de Reina. Um desvio com menor intensidade e quiçá neste momento estaríamos todos a festejar a passagem às meias-finais da Euroliga.
E como quem não marca sofre, eis que os de Anfield Road sentenciam a eliminatória ao minuto 82', concretizando o 4º golo em novo contra ataque mortífero.
Depois de terminado o jogo é fácil apontar defeitos e corrigir falhas, no entanto, não compreendo o porquê de se ter mexido na defesa tão abruptamente. Não compreendo o porquê de JJ demorar em demasia a reagir com substituições - não compreendo o porquê de Fábio Coentrão ter entrado tardíssimo na partida. Não compreendo o porquê de se ter jogado com o Luisão, não compreendo o porquê de se tirar Carlos Martins que ainda denotava alguma frescura física, quando deveria ter saído Aimar… simplesmente por se tratar do jogo que era é que eu não compreendo!
Para concluir, que a noite já vai longa, e não querendo retirar mérito à vitória do adversário, que fez um jogo inteligente, entregando-nos a posse de bola e aniquilando-nos com contra-ataques mortíferos, fica no ar aquela angústia estranha pois penso que poderíamos ter feito muito melhor já que só a 8 minutos do fim é que o resultado ficou esclarecido.
As 2 grandes penalidades não assinaladas na Luz no jogo da 1ª mão também poderiam ter contribuido para um outro desfecho da eliminatória, mas tudo bem, parabéns Liverpool, julgo que a passadeira para a final está estendida e parabéns Benfica pela excelente campanha europeia perpetrada!
Venham daí os lagartos!
Saudações Benfiquistas!